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O Meteorito de 1969

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Valor científico do meteorito que caiu na Austrália e é utilizado até hoje em pesquisas que buscam embasar a Panspermia e em pesquisas que buscam entender a formação do sistema solar como um todo, pois contém informações de até 7,5 bilhões de anos. Este meteorito, Murchison, que caiu na Australia em 1969 é uma peça extremante importante nos estudos sobre a origem da vida, principalmente quando analisamos sob a perspectiva da panspermia, ou seja, com sua origem de fora do sistema solar. O meteorito de Murchison, visto na figura acima, é um dos mais estudados por conta de sua composição. Após muitos estudos, descobriu-se que o carboneto de silício presente na amostra data aproximadamente 7 bilhões de anos atrás, ou seja, antes mesmo da formação do nosso sistema solar.  Neste fragmento de meteorito também foram encontrados mais de 15 aminoácidos, ou seja, compostos importantes para a formação da vida e que vieram de fora da terra. Estes compostos foram preservados por conta dos demais...

Participação da teoria de Oparin-Haldane na sustentação da Panspermia.

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Oparin (esquerda) e Haldane (direita) Uma das curiosidades sobre a Teoria da Panspermia Cósmica é a semelhança com a Teoria de Oparin-Haldane. Alguns dos colaboradores acreditavam que após a chegada da molécula fundadora, uma sequência de procedimentos químicos e físicos aconteceriam até a molécula tornar-se enfim, um organismo complexo. No caso, de  Aleksandr Oparin e John B.S.Haldane, eles acreditavam que os compostos existentes na chamada “terra primitiva” (metano, amônia, aminoácidos, hidrogênio e vapor d’água), expelidos pela atividade vulcânica. Assim, após os experimentos de Stanley Miller e Harold Urey(feitos a partir da teoria de Oparin e Haldane), serviram de objeto de estudo e observação, fornecendo constatações que ajudaram a corroborar a teoria da Panspermia. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS ARAGUAIA, Mariana. Teoria de Oparin e Haldane . Disponivel em: <https://www.preparaenem.com/biologia/teoria-de-oparin-e-haldane.htm>

Métodos de pesquisa utilizados pelos cientistas, suas aplicações e outras contribuições no século XX.

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  Fonte: Wikimedia Antes dos anos 1880, a maioria das pessoas acreditava no "vitalismo", um conceito que defendia a ideia de que todos os seres vivos eram dotados de uma propriedade mágica que os diferenciava de objetos inanimados. Mas no começo dos anos 1880 pesquisadores descobriram diversas substâncias que pareciam ser únicas à vida, como a ureia.  O descobrimento, entretanto, até então era compatível com o vitalismo, visto que somente seres vivos estavam aptos a produzir essa substância. Em 1828, contudo, o químico Friedrich Wöhler deduziu uma maneira de fabricar ureia com base em cianato de amônio, elemento que não demonstrava conexão óbvia com seres vivos. Em 1859 sucedeu o progresso científico mor do século XIX: a teoria da evolução, proposta por Charles Darwin, que explica como conseguiríamos ter aparecido de um único ancestral em comum. Não obstante, a teoria nada dizia sobre como o primeiro organismo surgiu. Darwin especulou, em 1871, sobre o que aconteceria caso um...

Quando a teoria ressurge, seus principais apoiadores e suas características.

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Foto: Getty Images O conceito científico sobre panspermia recebeu um estímulo no século XIX, depois que alguns químicos em 1830 relataram a evidenciação de compostos orgânicos em exemplares de meteorito.  A probabilidade de que tais elementos carbonados verdadeiramente refletem matéria viva iluminou H.E. Richter, um médico alemão, sugeriu em 1865 um mecanismo para a panspermia, em que os meteoros passando pela atmosfera da Terra em um ângulo muito raso poderiam coletar microrganismos presentes na atmosfera antes de continuar sua trajetória pelo espaço.  Em 1871, utilizando da ideia original de Richter, Hermann von Helmholtz e William Thomson propuseram suposições com diversas particularidades do que é famigerado desde aquele momento por variados nomes, por exemplo lithopanspermia, panspermia balística ou transpermia, onde a transmissão conseguiria atuar por impactos cósmicos. Thomson sugeriu que meteoros ou asteroides colidindo com um planeta contendo vida como o planeta ...

Contextualização do tema e primeiro questionamento sobre a hipótese.

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A partir da máxima de Charles Darwin “Não estamos preocupados com esperanças ou medos, mas com a verdade que a nossa razão nos permite descobrir”, depreende-se a clareza da força que move os caminhos do homem. Seja na contemporaneidade ou na antiguidade, a humanidade sempre buscou compreender e descobrir além do que estava a sua frente e isso motivou grandes descobertas. Assim, utilizando diferentes mecanismos e recursos, o sujeito como indivíduo consciente de sua existência e das coisas que o cercam, pergunta-se e teoriza a maior das perguntas: De onde viemos?   Nesse sentido, o filósofo Anaxágoras, indagou-se o mesmo. Em um de seus registros históricos, o grego ponderou que nada existia simplesmente, mas que tudo era resultado de mistura e divisão. Ou seja, não há começo e fim, apenas a constante mudança e transformação do que existe e vai existir. Como grande estudioso da Astronomia, Anaxágoras deixou numerosas reflexões a respeito do que estava além da superfície terrestre...