Quando a teoria ressurge, seus principais apoiadores e suas características.
| Foto: Getty Images |
A probabilidade de que tais elementos carbonados verdadeiramente refletem matéria viva iluminou H.E. Richter, um médico alemão, sugeriu em 1865 um mecanismo para a panspermia, em que os meteoros passando pela atmosfera da Terra em um ângulo muito raso poderiam coletar microrganismos presentes na atmosfera antes de continuar sua trajetória pelo espaço.
Em 1871, utilizando da ideia original de Richter, Hermann von Helmholtz e William Thomson propuseram suposições com diversas particularidades do que é famigerado desde aquele momento por variados nomes, por exemplo lithopanspermia, panspermia balística ou transpermia, onde a transmissão conseguiria atuar por impactos cósmicos.
Thomson sugeriu que meteoros ou asteroides colidindo com um planeta contendo vida como o planeta Terra pode projetar rochas abarcando seres vivos para o espaço. De maneira análoga, rochas ejetadas de outros planetas que contém vida podem ter inoculado a Terra primitiva.
Além de meteoritos, von Helmholtz colocou cometas como plausíveis veículos e levantou uma concepção chave para a lithopanspermia – que os organismos do planeta concessor e do planeta coletor partilham de um ancestral comum.
Um mecanismo alternativo para a panspermia foi mais tarde apresentado pelo químico Svante Arrhenius, vencedor do Prêmio Nobel de Química por sua teoria eletrolítica da dissociação, em 1903 .
Arrhenius colaborou bastante para a difusão da pressuposição da panspermia mediante livros, artigos e palestras públicas sobre a ideia. Na atualidade, é o nome mais ligado à panspermia.
Por volta da metade do século XX, Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe sugeriram uma interpretação não muito aceita da panspermia nomeada de panspermia cíclica.
De acordo com esses autores, os grãos de poeira interestelar são na verdade microrganismos viáveis que foram amplificados no interior quente e aquoso dos cometas, sendo posteriormente inoculados em planetas através de impactos e por deposição de partículas.
Segundo esta hipótese, após nova amplificação nos planetas, o material biológico resultante acaba voltando para o espaço e inicia um novo ciclo de dispersão.
Comentários
Postar um comentário